quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Marketing Esportivo Brasil

Estudo inédito mostra que marketing esportivo do Brasil gira US$ 237 milhões 14/07/2000

Proporcionalmente, marketing esportivo no Brasil é três vezes menor que na Alemanha e no Japão; motivos vão da desorganização de calendário à fragmentação dos intermediários

Com a Copa dos Campeões, o futebol e o mercado publicitário ficaram mais próximos. Começou na competição um trabalho inédito: a cada minuto de bola rolando, será checado o valor que as empresas patrocinadoras dos oito clubes obtêm na TV, em revistas e jornais. É só o primeiro passo de uma ação ambiciosa para provar que o patrocínio esportivo vale a pena. Afinal, hoje ninguém sabe dizer com exatidão se é melhor gastar milhões para patrocinar um time de futebol, ou uns trocados para um triatleta.

Essa falta de dados é um dos motivos que deixa o Brasil na quarta divisão do marketing esportivo mundial, perdendo até para os "sem-cintura alemães", como o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, classifica os jogadores germânicos.

Segundo um estudo inédito feito pela agência de marketing esportivo TopSports, a verba gasta com o esporte verde-amarelo somou US$ 237 milhões em 1999, ou 4,1% do mercado publicitário brasileiro – se levado em consideração os US$ 5,7 bilhões apurados pelo Meio & Mensagem/Intermeios em 1999 –, ou 3,1% se valerem os números do Ibope (US$ 7,5 bilhões).

No Japão e Alemanha, a mídia representada pelos esportes atinge a casa dos 7,4% e 11,3%, nessa ordem.

–O esporte brasileiro ainda não sabe vender. As empresas dizem que não há garantia de entrega do produto, nem avaliação de resultados , diz um dos sócios da TopSports, Luiz Fernando Pozzi.

–Faltam garantias de que a marca será exposta corretamente nas camisas, no campo, nas entrevistas, que os jogos acontecerão nas datas previstas. E não sabemos, ao fim do contrato, se a exposição obtida foi aproveitada pela empresa–, diz o publicitário Celso Loducca, da Lowe Loducca. Ele também já usou um time de futebol, o Rio Branco de Americana, para fazer a própria propaganda de sua agência.

–A disputa pela verba publicitária tem crescido com a segmentação das mídias e os novos nichos de consumidores –, diz o diretor de marketing do Clube dos 13, Jaime Franco.

Foi por isso que o Clube dos 13 assinou um contrato de um ano com a SiS, agência de consultoria especializada em avaliar a exposição de marcas na mídia.

–Os clubes saberão quanto cada marca vale porque os espaços ocupados na mídia têm um valor, o custo do anúncio–, explica Renato Politi, sócio da SiS.

Com os relatórios mensais, os clubes saberão porque um time aparece mais que outro, qual marca teve mais espaço e por quê.

Os clubes são os focos principais porque são os mais importantes no esporte brasileiro. Eles têm 42% dos US$ 237 milhões que as empresas gastam com marketing esportivo.

–É um mercado concentrado, nos clubes e na TV, mas com muito intermediário vendendo oportunidades –, diz outro sócio da TopSports, Leonardo Lenz Cesar.

De fato, a TV fica com 48% da verba do marketing esportivo, sendo que só patrocínios – camisa e fornecedor de material esportivo – engolem 40% dos mesmos US$ 237 milhões.

A solução que times, agências de marketing e entidades desportivas buscam é racionalizar a intermediação e diversificar as ações.

–A ligação mais estreita entre esporte e marketing garantirá a entrega de um produto mais bem acabado, ao mesmo tempo em que vai criar formas diferentes de aplicar a verba publicitária–, diz o presidente da ISL Brasil, Wesley Cardia, que responde pela área comercial do Flamengo


Marketing Esportivo no Brasil www.ibme.org.br
A origem do marketing esportivo do Brasil da mesma forma como do mundo, não se tem nenhum dado concreto. Agora os principais cases de sucesso foram a partir da década de 90 com a Parmalat no futebol e com o Banco do Brasil no voleibol.

De acordo com o site Arena Sports (2007), a indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano, o equivalente a 3,3 % do Produto Interno Bruto.

Distribuição dos investimentos em patrocínios no Brasil (em mil R$)

63% - Futebol: 205.300

Patrocínio times 82.630

Publicidade em estádio 38.000

Atletas 1.920

Seleção(*) 81.000

Eventos 1.750

15% - Vôlei: 49.000

Superliga 22.200

Vôlei de Praia 6.300

Atletas 4.800

Outros 1.000

5% Basquete: 16.496

Liga / Seleção 15.596

Atletas 900

2% Futsal: 5.626

Atletas 420

Esporte Motor - 1% 3.872

Atletas 720

Eventos 3.152

2% Tênis: 7.900

Atletas 3.300

Eventos 4.600

12% Outros: 40.266

328.460

(*) O valor dos patrocínios da Seleção Brasileira correspondem a quase 40% do total em futebol.

O segundo lugar do Vôlei é garantido pelo acordo com o Banco do Brasil, que basicamente sustenta o Vôlei de Praia, as Seleções e os principais atletas.

O patrocínio de tênis é claramente impactado pelo fenômeno Guga e criação de torneios no Brasil.

Fonte: TopSports

Marketing Esportivo no Mundo
A origem do marketing esportivo no mundo é questionável, uns dizem que foi no Império Romano, outros no Estados Unidos no começo do século XX e até mesmo na Itália. O fato é que a partir do momento que alguém usou o esporte para divulgar sua empresa ou usufruiu do marketing para alguma modalidade esportiva, mesmo que de forma inconsciente, este estava fazendo marketing esportivo. Por isso a dificuldade de se precisar sua origem.

O marketing segundo o seu maior conhecedor, Philip Kotler: “é um processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores com outras pessoas”. Já o marketing esportivo não tem um conceito pré-definido nem um papa na área como Kotler, pois seus estudos são muito recentes. Todavia pode-se colocar o conceito de marketing esportivo como o marketing ligado ao esporte.

O marketing esportivo possui duas vertentes:

:: O marketing através do esporte: quando uma empresa utiliza o esporte como veículo de marketing.

:: O marketing do esporte: quando uma entidade esportiva utiliza o marketing para atingir seus clientes, no caso os torcedores, fãs, etc.

A industria esportiva é o setor que mais cresce no mundo, segundo dados do site Arena Sports, em 1982 a indústria americana de esporte era composta de apenas 10 investidores, hoje essa realidade é de 3,4 mil empresas. No mundo todo o setor movimenta algo em torno de 1 trilhão de dólares.

Ainda de acordo com o site Arena Sports, nos EUA, a indústria do esporte gera US$ 613 bilhões por ano, representando 6,7 do PIB (É a primeira indústria do país, à frente da indústria automobilística).



www.mktesportivo.cjb.net

www.ibme.org.br

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