quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Apaixonatos por futebol

M&M 24 Setembro, pág, 44, TNS Sport Brasil

Nike, Adidas e Penalty são as maracs mais lembradas


Atletas , de qualquer esporte, indicados como que mais gosta - pela ordem (menção única e espontânea):
1 Ronaldinho Gaúcho (Barcelona)
2 Robinho ( Real Madri)
3 Kaká (Milan)
4 Romário (Vasco - RJ)
5 Rogério Ceni (S.Paulo)
6 Ronaldo Fenômeno (Milan)
7 Giba (Vôlei - Piemont Itália)
8 Daiane dos Santos (Ginástica)
9 Edmundo (Palmeiras)
10 Felipe Massa (Ferrari - Itália - F1)
11 Cristiano Ronaldo (Manchester - United)
12 Oscar (Basquete)
13 Pelé (Futebol)
14 Guga ( Tênis)

Esporte na America Latina

LATIN AMERICANS ARE BECOMING MULTI-SPORT LOVERS
Broadcasting of sports events through specialized cable TV channels has significantly increased the audience interested in following not just one but many sports in Latin America.
Perfil conducted a survey (1 ) among sports fans (watchers of sports programs on TV for over 5 hours a week) in more than 30 Latin American cities in Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Venezuela , Panama, Dominican Republic and México. Findings showed some remarkable results, among them:
The population under study watches more sports channels than any other kind of channels , even when they are considered as a whole (news, movies, music and so on).
Soccer is, no doubt, the undisputed king, but 75% of these fans are strongly interested in other sports , such as car racing, basketball, baseball, tennis and extreme sports.
Base: Total fans of sports cable TV
Interest in soccer is indeed widespread: It is the most watched sport by over 90% of sports fans in Argentina , Brazil , Chile , Colombia , Panama and Mexico . Although this may not be surprising, the growing interest in soccer played beyond the local boundaries is indeed surprising: European soccer, for instance, is watched and followed by almost 60% of TV sports fans throughout the region.
Car racing is especially popular in Brazil , Venezuela and Colombia, but gets virtually 30% of the audience in the rest of the region.
Interest in basketball is particularly high in the Dominican Republic and Venezuela, but captures more than one fourth of the audience in Panama, Mexico and Argentina.
Baseball appeal peaks in the Dominican Republic, Venezuela and Panama, but it also gets a high audience in Colombia and México, and seems to attract more and more followers in the area.
Tennis , on the other hand, stands out in Chile and Argentina.
Multi-sport interest also includes other events, such as boxing, billiards, American football, karate, poker, rugby and golf.
It is evident that the development of communications has caused significant changes in Latin American TV sports fans' preferences. Not only is the TV sports fans trend increasing, but those fans' interests are becoming more diversified and universal.
(1) The 3,800-interview survey was conducted by Perfil Latam Research for ESPN during April and May 2007 in the aforementioned countries . Artigo revista Perfil, 2007.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Êxodo de jogadores reflete 'decadência' do futebol brasileiro

'Economist': Êxodo de jogadores reflete 'decadência' do futebol brasileiro


76 jogadores já seguiram o rumo de Ronaldinho Gaúcho em 2005
A revista britânica The Economist publica nesta semana uma reportagem sobre o grande número de jogadores brasileiros que vão jogar no exterior.
Segundo a repotagem, nesta atividade econômica, “o sucesso das exportações reflete a decadência doméstica”.
A revista diz que, “sem gestão profissional”, os clubes brasileiros não conseguem competir com os salários oferecidos pelos de outros países.
O resultado é que, dos anos 1990 para cá, de acordo com o texto, o número de jogadores deixando o país passou de 130 para 850 por ano e em 2005 já alcançou 76.
Carreira breve
“As estrelas de hoje, como Ronaldinho Gaúcho, têm as carreiras mais breves nos clubes brasileiros antes de assinar com times europeus”, diz o texto.
A revista observa que, hoje em dia, não são só os craques que fazem o caminho para o exterior.
A Economist afirma que jogadores de menor expressão também estão arrumando as malas com freqüência cada vez maior, indo para destinos “menos óbvios”, como a Indonésia, que importou 25 jogadores do Brasil em 2004, a Armênia, o Vietnã, a Islândia e a Índia.
Além do êxodo de jogadores, a revista lista entre os resultados do estado atual do futebol brasileiro a falta de público nos estádios e o enfraquecimento das marcas dos grandes clubes do país.
“Jamais desde o Santos de Pelé nos anos 1960 um time brasileiro conseguiu fama internacional”, diz a revista. 21 de janeiro, 2005

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Fãs do Futebol internacional

http://joomla.coppead.ufrj.br/port/index.php?option=com_content&task=view&id=377&Itemid=172

SEM HERÓIS POR PERTO

Veículo: O Globo
Seção: O Globo Digital
Autor: André Freitas
Data: 20/05/2007

Um jovem carioca relaciona seus ídolos no futebol. E na lista estão: o marfinense Didier Drogba, do Chelsea, da Inglaterra; o português Cristiano Ronaldo, do também inglês Manchester United; e o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que joga na Espanha, pelo Barcelona. Apesar de, para a atual realidade do futebol, a listagem não poder ser chamada de inusitada, ela denuncia uma tendência e impele uma pergunta: onde estão os atletas que jogam no Brasil nessa preferência? Pelo visto, fora dela.

Cada vez mais, os jovens torcedores migram suas atenções para fora das fronteiras dos campos nacionais.

O melhor futebol do mundo — o brasileiro — continua atraindo, menos quando jogado deste lado do Oceano Atlântico. Para o autor da lista acima, o estudante Vinícius Rechtman, de 19 anos, a explicação para o crescente interesse pelo futebol europeu é simples.

— É logico que há bons jogadores aqui, mas eles vão embora cedo. É bom para eles, mas ruim para os torcedores — lamentou ele, que no Brasil torce para o Fluminense, mas disse ter também simpatia pelo Barcelona.

Na disputa de camisas, os europeus vencem na coleção de Vinícius. Dos clubes do Brasil, só a do Fluminense marca presença e se soma a de Real Madrid, Barcelona e PSV.

Um estudo sobre a influência dos jogadores de futebol no consumo dos adolescentes, elaborado pela pesquisadora Flávia Szuster, da CoppeadUFRJ, esclarece uma das lacunas da identificação entre torcedores e jogadores.

Para ela, o marketing em torno dos grandes times e jogadores da Europa é determinante.

— É comum os meninos serem fiéis aos craques. Eles querem ídolos e buscam lá fora. As marcas sabem disso e trabalham muito na imagem dos jogadores, tendo os mais jovens, que são consumidores futuros, como alvo. É mais eficiente do que investir na imagem dos clubes — explicou a pesquisadora.

A isca de todo esse investimento é global e fisga principalmente os mais novos. O rubro-negro Nicolas Frajhof, de 14 anos, confirma a tendência atual: — Acompanho a Liga dos Campeões, a Copa da UEFA e o Campeonato Inglês.

Aqui, fico mais com os do Flamengo.

‘Se digito Ronaldinho na internet, aparece um monte de gols bonitos. Se boto Alex Dias, não vem nada’ VINÍCIUS RECHTMAN Tricolor, e simpático ao Barcelona.

Distância entre ídolos (na Europa) e jovens (brasileiros) é reduzida por consumo

Se os torcedores carecem da proximidade com os ídolos, a indústria da propaganda não perde tempo e trata de encurtar essa distância. A pesquisadora Flávia Szuster explica que o investimento das marcas na imagem dos jogadores é intenso na Europa: — No Brasil, os atletas mudam muito de clube ou vão embora. Na Europa, é impressionante como conseguem associar tudo com o futebol.

Inusitados exemplos disso foram trazidos de uma viagem da pesquisadora à Europa: dois livros escolares de Portugal, cujas capas estampam o português Simão Sabrosa, jogador do Benfica, e o brasileiro Liédson, ídolo do Sporting. Detalhe: os livros não são de educação física, mas de matemática.

Os portugueses usam os craques do futebol até para ensinar os primeiros cálculos a suas crianças.

Saída de craques inibe torcida por times nacionais Enquanto os adolescentes brasileiros não têm em suas mesas escolares livros com Kaká, Ronaldinho e Robinho, eles mergulham no consumo do futebol estrangeiro em cada detalhe. Uma chuteira, que há nem tantos anos assim era substituída facilmente nos pés dos garotos por um Kichute, hoje precisa estar associada a um craque internacional.

— Na loja em que fui comprar minha chuteira, havia a do Ronaldinho Gaúcho, a do Wayne Rooney e a do Cristiano Ronaldo.

Comprei a do Cristiano Ronaldo porque meu estilo de jogar tem mais a ver com o dele — contou o adolescente Nicolas Frajhof, torcedor do Flamengo no Brasil; e do Manchester United na Europa, mas antes admirador do Milan, por causa do brasileiro Kaká. — Meu sonho é ir a uma final da Liga dos Campeões. É lá que estão os craques, onde está o dinheiro.

Na pesquisa, que se transformou em dissertação de mestrado, Flávia Szuster percebeu que os adolescentes compreendem que, apesar de o futebol brasileiro ser o melhor do mundo, o futebol no Brasil não é: — Essa compreensão pode explicar o porquê deles valorizarem mais os ídolos de fora.

Um fato interessante é que eles usam a camisa dos times brasileiros para irem aos estádios e a dos internacionais para sair, porque dá mais status.

Flávia ressalta ainda que essa geração de torcedores encontra um acesso facilitado ao futebol estrangeiro: — Hoje, os jogos passam até na TV aberta e as campanhas publicitárias são globalizadas.

A mesma de lá passa aqui.

A instabilidade no futebol nacional é citada entre os motivos para a redução da identificação com os clubes do Brasil.

— Aqui, é difícil comprar uma camisa. Os jogadores mudam muito, e os números não são fixos. Qualquer uma lá de fora que tiver o nome do Ronaldinho (Gaúcho), eu compro — revelou Nicolas, fã do craque do Barcelona.

Para o tricolor Daniel Rechtman, de 19 anos, a transferência dos craques leva junto o interesse: — Brasil e Argentina têm o melhor futebol, mas os campeonatos foram esvaziados por falta de dinheiro. Isso tira a vontade de acompanhar.

Outro imã para a Europa tem sido os jogos de videogame.

Fifa Soccer, Winning Eleven e Championship Manager são títulos que os pais estranham, mas que "viciam" os filhos.

— Jogo com o meu irmão pelo menos duas partidinhas (de Winning Eleven) toda noite antes de dormir — conta o vascaíno Gabriel Casotti, de 14 anos, torcedor também do Milan. — O videogame me influenciou a gostar dos clubes de fora. Ultimamente, tenho acompanhado mais o Milan que o Vasco.

Flávia Szuster diz que a transição de preferência se dá de forma muito clara.

— Eles não sonham ver o time deles numa final de Mundial em Tóquio, como a geração passada, mas assistir aos ídolos dos clubes europeus de perto — explicou.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Máquina do Esporte lança edição impressa

Máquina do Esporte lança edição impressa 5/9/2007 16:17:00
A Máquina do Esporte, site sobre marketing esportivo, lança nesta quarta-feira (5) a "Revista Máquina do Esporte", primeira publicação impressa do País sobre o setor. Com periodicidade mensal, tiragem de 5 mil exemplares e 48 páginas, a revista é composta por dez seções: Revisão da Máquina, Máquina Vip, Sports Machine, Por Dentro do Mercado, Máquina do Tempo, Máquina do Golfe, Planejamento Estratégico, Máquina de Escrever, Máquina do Futuro e Máquina do Dinheiro. Entre outros assuntos, mostram o cotidiano da indústria esportiva, os cases de sucesso de patrocínio, os principais cursos do segmento, os últimos lançamentos literários e os projetos sociais mais relevantes desenvolvidos no meio.A "Revista Máquina do Esporte" traz ainda duas reportagens, uma entrevista e duas colunas - uma fixa, denominada Com a Bola Toda, do consagrado especialista José Carlos Brunoro, diretor do Pão de Açúcar Esporte Clube, e Visão Empresarial, espaço ocupado por uma companhia diferente a cada mês."Iremos preencher uma lacuna que faltava no projeto da marca para o desenvolvimento do esporte no País, pois aprofundaremos os assuntos abordados no site e traremos algo a mais sobre o que acontece no meio esportivo", explica Erich Beting, editor executivo da publicação.A primeira edição traz na capa o diretor executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, responsável pela negociação dos direitos de transmissão do esporte no Brasil. Ele falou com exclusividade à revista e reacendeu a polêmica em torno da concorrência com a TV Record, que tem planos para tirar o futebol da emissora carioca a partir de 2009.Inicialmente, a revista será comercializada apenas no site www.maquinadoesporte.com.br , cujo layout foi especialmente modificado para o lançamento do periódico. O custo unitário é de R$ 8,50. A assinatura semestral sai por R$ 45,00 e a anual, R$ 85,00.